Na ausência de talento ou de inspiração, vou fazer publicação retrô. Essa se encaixa bem no contexto da falta de letrinhas rondando minha cabeça. Perdoe a preguiça.
Eu: Branquela, maldita. Ordinária, metida a besta. O que é que você tanto me olha, cretina?
PB:
Eu: Mas quem você pensa que é? Você se acha boa demais pra mim, já percebi.
PB:
Eu: Ok. Vou falar direito com você. Vagabunda. Ops, perdão. Saiu sem querer.
PB:
Eu: Você sabe que essa atitude não vai te levar a lugar nenhum, não é? Esse desprezo explícito não vai resolver os nossos problemas de comunicação.
PB:
Eu: Não senhora, a culpa também é sua, que não muda em nada pra me ajudar. É preciso ser flexível com as pessoas. Você fica aí, toda resignada, com essa cara de quem fez muitas aplicações de botox e não pode mais ter expressões faciais.
PB:
Eu: Hei, “mundo arrogante” é o meu jargão. Invente um para você.
PB:
Eu: Largue de ser intolerante. Não vê que eu também sofro com a falta de inspiração? Acha que eu gosto de ficar andando de lá pra cá pela casa pensando que eu poderia estar produzindo, diabo? Além do mais, como você acha que eu me sinto quando eu percebo o tanto que nossa relação mudou? Até pouco tempo atrás a gente estava tão bem…
PB:
Eu: Ficávamos, sim, fazendo essas coisas até cinco horas da manhã, gente, como era bom. Aquele alívio depois do ponto final. Ai, que saudade.
PB:
Eu: Eu nunca mais te procurei? EU? Evitando você? EU? Perjúrio! Quantas vezes fiquei na sua frente esperando alguma ação. Nada. Nem uma palavra de incentivo. E quando eu tentava alguma investida, era rechaçada com as suas zombarias esnobes. Assim também não dá.
PB:
Eu: Não, claro que eu não acho que você está gorda. Seu corpo está igualzinho.
PB:
Eu: Eu juro, não precisa colocar nada. Eu sempre gostei de você do jeito que você é, formatação original. Esse não é o nosso problema.
PB:
Eu: Como assim você está se sentindo usada? Ao contrário, meu bem, você está é parada há muito tempo. Abstinência faz mal, sabia? Acho que você é outra coisa… Isso sim.
PB:
Eu: Eu não falei isso. Imagina se eu ia dizer que você é frígida, pára com isso. Fica interpretando errado o que eu digo.
PB:
Eu: Eu sei que estamos em crise, é uma merda, todo mundo passa por isso. Eu sei, eu tenho que ter mais paciência. Mas eu não posso fazer tudo sozinha.
…
(momento de silêncio constrangedor)
PB:
Eu: Não, que mané divórcio, o quê! Escuta, vamos fazer um trato. Eu vou tentar ser mais atenciosa e dar mais atenção a você. Mas você tem que prometer que vai ser prestativa e compreensiva quando eu sentar e começar a escrever besteiras. Afinal de contas, você, Página Branca, filha de Pacote Windows Office, jurou que ia estar ao meu lado nos momentos de alegria e de tristeza, na saúde e na doença, lembra?
4 Comentários
16, Junho, 2008 às 7:11 am
Legal. Não pensei que fosse com a folha de papel que estivesse falando. Continue escrevendo. Mesmo um burro já está pensando com o seu texto, este deve ser o objetivo de que se propõe a escrever.
16, Junho, 2008 às 10:39 am
Hahaha
Adorei o post, tava com saudade das suas letrinhas já!
18, Junho, 2008 às 12:26 pm
Ok, tudo bem!!!!
Também acho que o urso polar deixou o Maranhão e que a neve chegou em Piripiri.
Afinal de contas, o mundo converge para o Himalaia e a realeza está cada vez mais com sobrepeso ou será que é o balão que deixa a vida no sopro mais interessante… Hum!
Não sei, agora me confundi…
bjusssssssssss
Saudadesssssssss
24, Junho, 2008 às 5:35 pm
Ah não, Rirocas. Detesto repeteco.
Texto novo, por favor.